RC A Voz do Povo 87,9

Geral

“Eles (PCH) foram alertados na época, mas não deram ouvido pra nós” disse moradora da linha Triângulo

“Eles (PCH) foram alertados na época, mas não deram ouvido pra nós” disse moradora da linha Triângulo

“Eles (PCH) foram alertados na época, mas não deram ouvido pra nós” disse moradora da linha Triângulo
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A inundação da SC-453 entre Luzerna e Ibicaré esta semana, quando o Rio do Peixe atingiu a marca máxima de 9,44metros segue repercutindo e os moradores do entorno e usuários da rodovia cobram explicações e providências. O Departamento de Jornalismo da Rádio Catarinense buscando esclarecer o que aconteceu, em razão de algumas dúvidas que ainda existem, foi até a linha Triângulo e entrevistou uma agricultora que mora no local há pelo menos 50 anos. Uma moradora que tem conhecimento prático, pois vive o dia a dia e conhece muito bem aquela região.

Esta semana o engenheiro da Usina, que é uma Pequena Central Hidrelétrica, descartou qualquer tipo de falha ou erro do projeto ao calcular a área que que poderia ser alagada em caso de cheias do rio. Ele chegou a dizer que seria até “leviano” questionar este tipo de situação e disse que deveria ser feito um estudo e analisado o projeto de construção da rodovia, que eventualmente poderia não ter previsto tal situação. Ou seja, ao ser questionado, o engenheiro sugeriu até que o problema poderia estar na rodovia.

Nossa equipe de reportagem entrevistou Jania Terezinha Bulim que mora na linha Triângulo, no entorno de onde aconteceu o problema. Ela revelou que na época em que a Usina começou ser construída seu marido alertou os engenheiros da PCH que poderiam ocorrer alagamentos naquele ponto e que antes de construir a barragem eles deveriam providenciar, ou solicitar, uma elevação da pista da SC-453. “Meu marido alertou, mas ele não foi ouvido e agora deu o que deu” disse ela.

A agricultora se recorda que na grande enchente de 1983, quando o Rio do Peixe chegou a quase 11 metros em nossa região, a água se aproximou do local, mas o trânsito não chegou ser interditado. Desta vez, com o rio atingindo a marca de 9,44metros, a situação foi bem diferente, pois o acumulado de água na pista passou de dois metros de profundidade. Ou seja, com cerca de 1 metro a menos que em 83, a pista foi alagada.

Jana Terezinha Bulim entende que a barragem contribuiu para o alagamento, represando água dos lajeados. Segundo ela com a revitalização daquele trecho da rodovia, ocorrido há poucos anos, foi feita apenas melhorias no asfalto e no trevo de acesso a linha Triângulo, com a estrada sendo mantida no mesmo nível, segundo ela.

A moradora se mostrou preocupada com a situação e espera providências por parte da prefeitura de Ibicaré, temendo que na próxima cheia ocorra o mesmo problema, que pegou todos de surpresa.

Um outro morador que entrou em contato com a Rádio Catarinense disse que na época de construção da PCH foram construídas duas galerias para desviar a água para serem usadas como sistemas de comportas para períodos de cheias, dar vazão. Segundo ele no decorrer da construção teve mudanças no projeto e elas teriam sido fechadas. Veja abaixo as imagens.

Por Marcelo Santos

 

Fonte: Rádio Catarinense

24/02/2021 Galerias sendo fechadas.

FONTE/CRÉDITOS: tiliasnews
Comentários:

Veja também